Ser joinvilense é ir ao Mercado Público ouvir o chorinho do Entre Amigos no sábado de manhã.
É tomar banho de rio no Quiriri e achar isso o máximo.
É falar: "Ééééégua", quando quer expressar algo parecido com "Poxa, vida". Ou puxar o "r" da "porta".
É adorar bater perna no shopping Mueller ou sentar para comer uma empadinha no Jerke (se fala ierque).
É se orgulhar de ser tricolor mesmo quando o time está meio em baixa.
É pegar fila na BR-280 na volta da praia de "São Chico".
É se lambuzar de comer caranguejo vindo direto do mangue da Baía da Babitonga.
É passear pela Beira-rio, lamentando sobre o mal estado do Cachoeira.
É falar para o turista que vem de fora que o Museu da Imigração e Colonização é lindo, mas que o "Príncipe de Joinville" nunca esteve aqui.
É tomar um chopinho na via gastronômica depois do trabalho.
É andar com um guarda chuva a tiracolo mesmo quando faz sol, porque, por aqui, nunca se sabe...
É parar no Sinuelo pra fazer um lanchinho antes de seguir viagem para o Sul.
É ir a uma festa de casamento no Rudnick ou tomar um delicioso café na Estrada Bonita.
É subir a serra e ir a Curitiba para dizer: "Como os parques são lindos", "As ruas limpas", "O transporte perfeito".
É gostar de passar frio nos lindos hotéis de Campo Alegre
É subir o Monte Crista um trilhão de vezes sem cansar (são nove horas de caminhada só para subir).
É andar pela rua do Papai Noel quando chega perto do Natal e está caindo a tardinha.
É não se sentir só com as peças de teatro do Galpão da Cidadela, onde a turma do teatro toda se encontra e vem conversar contigo.
É visitar a Estação da Memória e ouvir o trem chegando de longe.
É sair para comer um peixinho em São Chico, de frente para o mar, no fim de semana.
É ter um aeroporto e não ter. Acostumando-se a pegar voo em Curitiba.
É comprar móveis e louças direto de fábrica de São Bento do Sul.
É ouvir o sino da torre da Igreja Sagrado Coração de Jesus e adivinhar as horas.
É desejar viajar no Barco Príncipe.
É dizer que a capital do Estado deveria ser Joinville e não Florianópolis (enchemos o peito e dizemos: "Somos a cidade mais rica e mais povoada").
É se orgulhar de ter emprego. Temos grandes empresas na cidade (Embraco, Salfer, Döhler, Lepper, Ciser, Bunge). A gente fabrica de tudo: geladeira, ar condicionado, móveis, tecido, peças para carros.
É ter um cinema com estreias atrasadas e poucas salas.
É ir ao Adriano Lanches depois da festa, de madrugada
É visitar as instalações do Ballet Bolshoi como se fosse um turista.
É ter um governador que nasceu na cidade.
É falar "Panaguamirim" em vez de Paranaguamirim.
É tomar a sopa de sangue schwarzsauer e achar uma delícia.
É comprar uma bicicleta mesmo sabendo que vão te roubar na garagem do prédio ou que você nunca vai poder andar, porque quase não há ciclovia na cidade.
(JORNAL A NOTÍCIA)
